PRÁTICAS DE GESTÃO E DE ORGANIZAÇÃO “PARA A” E “DA” INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM EMPRESAS BRASILEIRAS E CAPIXABAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Resumo: A capacidade de uma organização para inovar constitui condição prévia e determinante para a utilização bem sucedida de recursos criativos e de novas tecnologias; por outro lado, a introdução de novas tecnologias freqüentemente aponta, renova e descortina oportunidades e desafios complexos para as organizações, acarretando mudanças nas práticas gerenciais e, ainda, a emergência de novos arranjos organizacionais. Deste ponto de vista, as inovações organizacionais e tecnológicas se retroalimentariam provocando, nas empresas, processos de “destruição criativa” (Lam, 2005; Schumpeter, 1984). Portanto, como as empresas (brasileiras) se organizariam do ponto de vista de sua estrutura (formal via modos de governança, informal via cultura e valores, redes/conexões interorganizacionais para colaboração via parceiros externos), de modo a facilitar a ação dos atores na condução, apropriação e aprendizado do processo de inovação? Ainda, no que concerne à relação organização-inovação e estrutura-ação, para além da visão determinista sobre o papel central da tecnologia e das forças do mercado na configuração dos resultados organizacionais, considerando a organização, predominantemente, como um veículo mediador para o alcance da inovação, como tratar a própria organização como uma inovação per se, como uma inovação organizacional?

Para responder a tais questões, numa primeira fase da pesquisa (24 meses) aqui proposta, de caráter geral, distintas indústrias, representadas por seis (06) empresas brasileiras serão investigadas. A amostra compreenderá representantes dos setores de mínero-siderúrgico, papel e celulose, petróleo e gás, energia elétrica, perfumaria e cosméticos, e aeronáutica, sendo duas empresas públicas (uma delas de serviços: distribuição de energia elétrica) e cinco empresas privadas, quais sejam:

1. Vale (ES);
2. Aracruz Celulose (ES);
3. Cenpes/Petrobrás (RJ);
4. Eletronorte (DF);
5. Natura (SP); e,
6. Embraer (SP).

A segunda fase da pesquisa (12 meses), de caráter específico, compreenderá o aprofundamento dos resultados encontrados numa das 6 indústrias apontadas. Para tanto, eleger-se-à, no quadro da indústria escolhida, uma empresa inovadora e outra empresa menos inovadora. O critério que norteará a qualificação e a escolha da empresa mais inovadora e da empresa menos inovadora será discutido e definido, num processo de construção conjunta, pela equipe do projeto, podendo levar em consideração metodologias de mensuração já consolidadas no campo dos indicadores de ciência, tecnologia e inovação.

Data de início: 2012-07-12
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador GLICIA VIEIRA DOS SANTOS
Transparência Pública
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